Gabriela
Rodrigues de Mendonça 9º D
Calada, triste e
gorda. É assim que eu era. O bullying começou quando entrei pela primeira vez
na escola. As pessoas riam de mim; chamavam-me de gorda e baleia.
Você sabe como é não
ter confiança alguma em você mesma? Sabe como é sentir-se feia todos os dias?
Eu sei!
Queria apenas me
sentir bonita; acreditar em mim mesma. Queria que tudo isso acabasse. Era muito
difícil ir pra escola, sabendo que seria igual a todos os dias.
Contei pros meus
pais. Disse-lhes o que estava acontecendo, que não estava aguentando mais
passar por aquilo tudo. Eles? Disseram-me que tudo passaria que era apenas uma
fase. Diante disso, saí dali e fui pro meu quarto; precisava ficar sozinha.
Construí um muro a
minha volta, isolei-me. Parei de comer na esperança de emagrecer e as pessoas
me aceitarem. Só saia do quarto pra ir à escola porque era forçada. Estava
morrendo!
Eu sentava no fundo
da sala; sozinha, isolada de tudo e de todos. Até que apareceu uma pessoa e
pela primeira vez tive um amigo.
Ela me ajudou. Era a
única que conseguia me fazer sorrir. Finalmente me fez entender que, mesmo não
sendo fácil ignorar o que acontecia, eu não precisava me importar com o que
pensavam ou falavam de mim.
Acho que minha
história serve para uma reflexão, portanto pense bem ante de xingar e maltratar
uma pessoa. Sabe o que dói mais do que a agressão física? Palavras. Realmente
se você soubesse o valor e o peso que uma palavra tem, você certamente iria
preferir o silêncio.
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