O vento... minha comida!
Anny
M. 9º D
Abro
meus olhos e observo a sala do hospital em que me encontro. Vejo minha mãe
descansando numa poltrona ao lado de uma mesinha de vidro com uma toalha branca
rendada que dever ficar a mais ou menos dez passos da cama em que estou.
Tudo
começou, com o teste que ia fazer para entrar para a equipe de líder de torcida
a meses atrás. Para minha felicidade, passei, mas a capitã, Camila, me disse
que para eu me considerar uma delas, teria de emagrecer rapidamente e, que
minha comida deveria ser alface e água, mas eu entendi o que ela queria dizer:
não comer nada! Isso era errado, mas mesmo assim eu fiz.
Parei
de comer tudo, nem mesmo alface eu colocava dentro do meu estômago, que estava
vazio a dias e mais dias.
O
pior de tudo isso era o treino. Treinar de barriga vazia era duro! E o treino
daquele dia foi forte com piruetas, saltos, etc.
Depois
do treino, fui me trocar para voltar para casa, foi quando desmaiei e acabei
aqui, nesse hospital.
Agora
vejo que não existe sacrifício possível a ser feito que coloque a nossa vida em
risco para ser aceita por pessoas que não se importam conosco.
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